Professores.

Outro dia estava pensando sobre como os professores sofrem,  não damos o devido valor e achamos os pobres coitados umas malas sem alças, mas ninguém para pra pensar no sofrimento que essa pessoa já passou pra estar ali dando aula pra trinta adolescentes remelentos que se acham o dono da razão e não conseguem calar a boca por cinco minutos. A pessoa passa  seis ou sete anos estudando, se aperfeiçoando, se sacrificando, aprendendo a história do mundo inteiro ou tudo sobre os números e se prepara todo pra poder dar aula aí chega na sala e o caos está instalado. É aluno abaixando a calça do outro, é um fedelho correndo pela sala, são outros andando pelo corredor, é uma que foi no banheiro molhar cabelo ou passar batom, são 5 ou 6 dormindo ai depois de 20 minutos a paz tá reinando na sala e o dito cujo vai começar a dar aula e não dão cinco minutos e tem um amaldiçoado ali no canto rindo e conversando no meio da aula e atrapalhando não só a explicação do professor mas um desenvolvimento de um pensamento que ele tava começando a ter e que por causa desse pensamento ele ia lançar um livro, ficar famoso e largar a sala de aula e assim deixar a vida de todos os alunos em paz. Mas, infelizmente, o amaldiçoado do aluno resolveu conversar sobre a baladinha de sexta feira justo agora na hora da aula, poxa vida que pena. Quer dizer, ninguém para pra se colocar no lugar do pobre do professor que além de tudo ainda ganha um salário que mal dá pra alimentar as crianças. Ai o dito cujo tá lá dando o último horário do dia, sobre sei lá… Evolucionismo, aí tem uma mala que fica teimando que foi Deus com sua varinha mágica que criou tudo. Nada contra ela achar que Deus criou o mundo, mas minha filha tu já parou pra pensar que ele tá sendo pago pra te mostrar as duas versões da história? Ele não tá ali pra ser convencido ou não. Ele só tá ali pra falar o que ele tem pra falar e pronto fica na tua. Ainda fico pensando nesse pessoal que resolveu vira professor por motivos: mudar o mundo, ser a inspiração de alguém ou coisa do tipo. Uns eu sei que ainda conseguem e fico até feliz por eles, mas e os que não conseguem que caem na maioria? Bom, se eu fosse professora iria colocar aluno no milho.

– Professor, não olha agora… mas o senhor sentou no chiclete e sua calça tá suja.

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